quinta-feira, 19 de abril de 2012

Inernet: uma forma de Leitura na Contemporaneidade:                                                   ...

Olá, pessoal
sempre gostei de ler, quando ainda não sabia decifrar os signos fingia e meus pais e familiares achavam uma graça quando eu lia, ao meu modo, as cartas que minha mãe recebia. Adorava também ver meu pai lendo livros à noite toda ( depois vi que eram livros de faroeste ) e me perguntava quando eu também poderia ler.  Mass acredito que o aumento desta paixão aconteceu quando eu estava com doze anos. Nesta época tive um problema sério de coluna e não podia anadar, por isso minha irmã trazia livros da série vaga-lume para eu ler. Eu adorava cada uma das histórias, na verdade eu as devorava e ficava ansiosa para que irmã chegasse trazendo um novo livro. Nossa quanto medo de sair à noite após ler " O escaravelho do diabo".... 
Depois, quando melhorei, a vontade de ler só aumentou, ficava até altas horas da noite lendo e minha mãe (tadinha) tinha medo que esta leitura excessiva me fizesse mal. Por isso comecei a ler escondida no banheiro, entrava com os volumes embaixo da blusa para não chamar a atenção da minha mãe. Entretanto quando ela percebeu que não havia como deixar de ler, resolveu deixar.
Li sempre tudo: livros considerados "literários" e histórias tidas como inferiores ( leiam aqui as séries "Júlia", "Sabrina"), mas sei que cada um deles não podem ser negligenciado neste depoimento, pois sei que cada deles foi um companheiro... e ainda hoje são. E, entre tantos amigos, os que sempre volto a ler são "Memórias de um Sargento de Milícias", quase todos da Agatha Christie ( espero ter escrito corretamente! ), "Pássaros Feridos", " A peste", " O cortiço", "Memórias Póstumas".
Como ri com as fanfarrices de Leonardo, como torci por um final feliz; como chorei e quis interfirir na história do padre com a garotinha que amou por toda uma vida;como me vi perplexa com a verdade reveladora de obra de Camus; como fiquei aflita para descobrir quem praticara os crimes, ser um dos grandes detetives de Agatha Christie; como percebi que há muitas maldades e que muitas delas aontecem porque as julgamos naturais.
Hoje tenho me encantado com outras histórias, tenho procurado novos autores e, como nos depoimentos que vimos, peço a amigos que me indiquem livros. infelizmente não tenho muitos na família que gostam de ler. Meu marido lê apenas porque precisa, meu irmão gosta do mundo virtual... Será que ainda teremos muitos leitores? Se depender de mim sim e uma das minhas maneiras de incentivar este hábito é falar das histórias que leio para despertar o interesse de outros.:                                                                                            

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